♥•○entrevista com a banda strike!
Fábio (baixo): É até estranho isso, mas o nome Strike não tem nada haver com boliche, escolhemos esse nome por ser forte e expressar bem a energia da banda. O skate é sem dúvida o esporte que mais sintetiza a cara do Strike, nossas bandas favoritas sempre fizeram parte das trilhas sonoras de filmes de skate e isso acaba influenciando no conceito e na pegada do nosso som.
Eu e o Cadu 'batera' andamos direto de skate, apesar de a minha verdadeira paixão ser o 'Longboard', o Rodrigo e o André (guitarras) andavam, mas atualmente estão enferrujados e o Marcelo (vocal) é aficionado por bikes no estilo 'low rider'. Já com o surfe tivemos os primeiros contatos através do nosso amigo Falcon, do 'Dibob', mas infelizmente não deu muito certo. (Risos)
SK8 >> Ainda no clima do pan americano, o Strike vai fazer bonito no Rock Gol? Para que times de futebol vocês torcem?
Marcelo (vocal): O mineiro é come quieto e nunca promete nada, ainda mais quando se trata de jogar futebol, mas vamos nos esforçar bastante pra ajudar nosso time, que conta também com a galera do Natiruts que bate um bolão. Torço para o 'Palmeiras', André e Fábio 'Botafogo', Cadu 'Corinthians' e o Rodrigo é 'Atlético MG'.
SK8 >> O Strike lança seu 1º disco num momento de crise na indústria fonográfica. Se por um lado muitas bandas cresceram na cena por conta da internet, é a mesma rede que pode fazer com que a venda dos CDs de vocês seja pequena, por conta de pirataria, downloads em geral. Como vocês encaram isso?
Marcelo (vocal): É inegável que a internet hoje é a arma de divulgação mais importante para bandas novas. Quanto a esse lance da crise acredito que as bandas que conseguirem se estabilizar no cenário terão vendas significativas, é claro, dentro dessa nova realidade. A pirataria e a troca de arquivos é uma realidade que teremos que saber driblar de maneira inteligente.
Acredito também que os fãs irão sempre comprar o nosso cd, eles entendem como é importante isso para o crescimento da banda, para a viabilização de ações como clipes e etc. Pode até ser que hoje leve mais tempo que costumava levar, quando o cara comprava um disco quando gostava logo da primeira música, hoje ele tem como pesquisar e aguardar o tempo certo de se descobrir fã ou não. Pra gente é mais importante um cara que leve 3 singles pra comprar o nosso disco do que o cara que compra o nosso disco hoje e deixa ele na prateleira amanhã.
SK8 >> O Strike tem tocado mais com bandas na linha do Nx Zero, Fresno, Darvin e ForFun. Vocês acham isso natural ou corre-se o risco de ficar marcado como "grupo emo" e não conseguir tocar além deste círculo restrito?
Marcelo (vocal): Nós surgimos na mesma época que essas bandas e temos um público em comum, achamos normal tocar com elas, tocamos em vários festivais juntos e isso fortalece a cena de novas bandas do rock nacional. O problema é que hoje em dia os estilos se misturam muito na cabeça das pessoas, e toda banda nova que surge, com integrantes com menos de 25 anos, são jogadas nesse balaio do 'emo'. Só que a gente não se importa com rótulos, uma vez que nossa música de trabalho por ter uma levada 'rapeada' já destoa desses rótulos.
Apesar de acharmos importantíssima a função dessa cena na nossa carreira, acreditamos que o nosso som não ficará restrito a esse público e nosso ecletismo abrirá novos caminhos para o futuro e atribuímos isso a nossa coragem de misturar sem medo rock com outros elementos
Sindicação
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